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RETIRADA
Trabalhistas negociarão com Sharon em Israel
A principal razão trabalhista para um governo de coalizão com o Likud é garantir a retirada dos assentamentos da Faixa de Gaza
13 Dez 2004 - 02h22min
O Partido Trabalhista israelense aprovou no final de semana o começo de negociações com o Likud, do primeiro-ministro Ariel Sharon, para formar uma nova coalizão de governo, segundo informou o jornal Haaretz, de Jerusalém. A aprovação foi do Comitê Central do Partido Trabalhista, que tomou a decisão pouco depois do início de sua reunião.
O secretário-geral dos trabalhistas, Shimon Peres, afirmou durante a reunião do Comitê Central que a principal razão para formar um governo de coalizão com o Likud é garantir a aplicação do plano de retirada da Faixa de Gaza e de quatro assentamentos isolados no Norte da Cisjordânia.
A rádio pública israelense informou na sexta-feira que, segundo a líder da bancada do Partido Trabalhista na Knesset (parlamento), Dalia Itzik, sua formação exigiria do Likud os ministérios de Educação, Infra-estrutura e Interior.
Na sexta-feira também, Ariel Sharon chamou Peres, Eli Yishai, dirigente do partido ortodoxo Shas, e Yaakov Litzman, do Partido Judaísmo Unido da Torah, para participar das negociações sobre a nova coalizão - informou a rádio israelense.
O Comitê Central do Likud tinha autorizado na última quinta-feira a proposta de Sharon de formar um novo governo com os partidos representados por esses três políticos.
Em agosto, o Comitê Central do Likud negou-se a permitir que Sharon incluísse o Partido Trabalhista, com 22 deputados, no governo. Mas, desta vez, o partido no poder precisa desses sócios. No dia 1º, Sharon perdeu a votação na primeira leitura dos orçamentos gerais para 2005 e destituiu quatro ministros do partido leigo Shinui, o que o obriga a restruturar seu governo ou convocar eleições antecipadas.
Com a provável coalizão, é provável que as próximas eleições aconteçam apenas dentro de dois anos, o prazo regulamentar de término do atual mandato de Sharon. A questão dos assentamentos divide a sociedade israelense, principalmente pela remoção total na Faixa de Gaza.
Os deputados de todos os partidos, incluindo os 14 do Shinui, exceto o Likud e o Judaísmo Unido da Torah, votaram contra os orçamentos. Depois dessa votação, o governo israelense ficou com um apoio parlamentar de 40 deputados do Likud e cinco do Judaísmo Unido da Torah, de um total de 120 cadeiras.
Anteriormente, divulgou-se que o ex-primeiro-ministro Shimon Peres pretendia reivindicar para ele o Ministério das Relações Exteriores. Mas o atual chanceler Sylvan Shalon não parece disposto a ceder o cargo, o segundo mais visível da política israelense depois do primeiro-ministro. (das agências de notícias)
O secretário-geral dos trabalhistas, Shimon Peres, afirmou durante a reunião do Comitê Central que a principal razão para formar um governo de coalizão com o Likud é garantir a aplicação do plano de retirada da Faixa de Gaza e de quatro assentamentos isolados no Norte da Cisjordânia.
A rádio pública israelense informou na sexta-feira que, segundo a líder da bancada do Partido Trabalhista na Knesset (parlamento), Dalia Itzik, sua formação exigiria do Likud os ministérios de Educação, Infra-estrutura e Interior.
Na sexta-feira também, Ariel Sharon chamou Peres, Eli Yishai, dirigente do partido ortodoxo Shas, e Yaakov Litzman, do Partido Judaísmo Unido da Torah, para participar das negociações sobre a nova coalizão - informou a rádio israelense.
O Comitê Central do Likud tinha autorizado na última quinta-feira a proposta de Sharon de formar um novo governo com os partidos representados por esses três políticos.
Em agosto, o Comitê Central do Likud negou-se a permitir que Sharon incluísse o Partido Trabalhista, com 22 deputados, no governo. Mas, desta vez, o partido no poder precisa desses sócios. No dia 1º, Sharon perdeu a votação na primeira leitura dos orçamentos gerais para 2005 e destituiu quatro ministros do partido leigo Shinui, o que o obriga a restruturar seu governo ou convocar eleições antecipadas.
Com a provável coalizão, é provável que as próximas eleições aconteçam apenas dentro de dois anos, o prazo regulamentar de término do atual mandato de Sharon. A questão dos assentamentos divide a sociedade israelense, principalmente pela remoção total na Faixa de Gaza.
Os deputados de todos os partidos, incluindo os 14 do Shinui, exceto o Likud e o Judaísmo Unido da Torah, votaram contra os orçamentos. Depois dessa votação, o governo israelense ficou com um apoio parlamentar de 40 deputados do Likud e cinco do Judaísmo Unido da Torah, de um total de 120 cadeiras.
Anteriormente, divulgou-se que o ex-primeiro-ministro Shimon Peres pretendia reivindicar para ele o Ministério das Relações Exteriores. Mas o atual chanceler Sylvan Shalon não parece disposto a ceder o cargo, o segundo mais visível da política israelense depois do primeiro-ministro. (das agências de notícias)
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